sábado, junho 18, 2011

A falta do cotidiano...

Desde o último olhar sobre as rugas que o cotidiano me faz falta.
A rotina do dia a dia consome o tempo de tal forma que os pequenos detalhes permanecem
despercebidos. Ainda que algumas coisas possam chamar atenção (como uma camisa rosa
bebê ou um mesmo um sorriso), nada que os sentidos decifrem como elementos do cotidiano
prontos a serem redescobertos.
Sons, cores, atitudes, tudo se passou nestes últimos dias como coisas de sempre, sem espanto.
Será que minha habilidade de estranhamento está por um fio devido ao cansaço dos últimos tempos?
Será que algo desvia minha atenção, incapacitando minha visão, tato, audição e olfato de sentir
e alcançar aquele instante único que geralmente nos foge?
Ou será que é apenas a boa e velha TPM preenchendo de hormônios todas as dimensões da vida feminina, inclusive a sensibilidade?
Várias explicações possíveis, nenhuma delas muito sociológicas (ainda que não deixe de ter relações sociais envolvidas).
Este post é assim... Sobre falta...
A sensação da falta.
Talvez este tenha sido o grande elemento do cotidiano presente (mesmo tratando-se de uma ausência).
E como não podia deixar de ser.. ele fica por aqui, deixando essa sensação de falta..

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